Estou diante da vida. Da vida que ainda vou levar.
Saber que muito me aguarda e que muito anseio conquistar.
Amigos amores, que venham aos montes.
Vida que venha e prepare o seu melhor para me derrubar.

Porque hoje sou lobo, sou forte. Um guerreiro nato.
Com fogo nas veias e um mundo aos meus pés esperando que eu o sinta.
Cada vez mais astuto e forte. Não tenho medo da morte, porque ela é o elo.

sábado, 27 de março de 2010

There's no place like home






A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

A matéria de hoje foge um pouco de reflexão e perguntas subescritas envolvidas em determinados assuntos como feito anteriormente. A matéria de hoje é o resultado daquele que vê suas linhas como sua única amiga presente, como sua única casa sem contestação.
Solidão não é ausência ou escuridão. Solidão é presença e repressão.

Imaginemos a vida como uma escadaria: embora tenha seu apoio, feito o corrimão, segue seu caminho com um percurso íngreme e degradado pela frente. Isso significa que tudo não passa de um ciclo relativo.
A distância de degraus que temos é relativo com a distância de corrimão. Jogando as idéias analógicas para pontos essencias do ser humano, digamos que a solidão é um paradoxo do pragmatismo social. Não importa o quanto caminhemos, sempre teremos nossos corrimãos, nossos amigos. E o que as pessoas julgam ser a solidão, se não a própria ausência e isolamento, se ainda temos no que se apoiar?
É exatamente por isso que eu contradigo aqueles que acreditam estar só, por uma rede social pequena.
Hoje, já não sei se caminho em minha própria escada ou apenas caminho em um espelho de frente para ela, refletindo um percurso sem movimento.
Rodeado de apoios não tenho onde me segurar.
O lobo reprime sua própria carne à matilha, o lobo deixa a neve cair sob seu faro numa incrível solidão com todos ao seu redor.
Existe dor maior que poder e não alcançar? Ter um lar e não poder o abraçar?
Solto em uma perigosa estrada, preciso voltar onde me esperam...
Afinal, um tigre nunca muda suas listras

Um comentário:

  1. "Meu lar, já não é mais meu lar." Lembro que escrevi essa música após uma rotina de finais de semana ao lados dos Spirates. Após muito tempo chegando desanimado em nos domingos, me peguei sentindo falta de um lugar para estar e querer descansar naquela lugar. "Seu lar está onde seu coração está". Clássica essa, não? Me ajudou a ver que meu lar, era não em um lugar verde e cheio de animais indo pra lá e para cá ou mesmo minha casa. Meu lar, era com meus amigos.
    Excelente texto, o meu favorito em meio a textos tão bons.

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