Estou diante da vida. Da vida que ainda vou levar.
Saber que muito me aguarda e que muito anseio conquistar.
Amigos amores, que venham aos montes.
Vida que venha e prepare o seu melhor para me derrubar.

Porque hoje sou lobo, sou forte. Um guerreiro nato.
Com fogo nas veias e um mundo aos meus pés esperando que eu o sinta.
Cada vez mais astuto e forte. Não tenho medo da morte, porque ela é o elo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Padmasana



Se um dia, aqueles que se julgaram conhecedores de uma bela música e de um belo amor, disseram que uma guitarra pode não ser efetiva em momentos sombrios, eu vos contradigo.
Uma linda e bela música instrumental pode nos influenciar a tomar decisões radicais ou simplesmente largar todo um processo de superação e correr atrás daquilo que um dia sonhou.
Eu, e qualquer um de vocês, leitores, seguimos um caminho. Um caminho que eu diria que desde o dia que nascemos foi traçado. Um caminho feito encima escolhas.
E o que seria o próprio dejavu, se não uma bisbilhotada em algum outro caminho X nessa imensidão de escolhas chamada livre arbítrio?
Padmasana, mais conhecida como a Posição de Lótus, propicia o aumento da consciência interna, como um estímulo para aqueles sentimentos mais reprimidos e ofuscados por pensamentos externos.
E retomando o rumo inicial, temos como uma linda guitarra instrumental de Buckethead, "Padmasana", a canção da reflexão.
Em meus tempos mais sombrios, a mesma vem me acompanhando como uma única amiga que contesta o meu ser, me bota a prova.
Será que o universo tem sempre um jeito de corrigir as coisas? Que aquilo que você sempre lutou para conseguir, simplesmente se atém à aquela fútil explicação mítica de que o destino não aceitou o seu propósito? "Era para ser deste jeito?"
O quão grande é o poder instrumental para influenciar a tal ousada reflexão? Aquela que dias atrás você decidiu nunca mais correr por medo de sofrer, ou até mesmo por medo de se corroer. O quão grande é o poder instrumental para contestar uma fé? Contestar aquilo que um dia aceitamos sem menor julgamento?
Hoje, sou lobo, sou forte e digo com clareza que a música não é nada mais, nada menos que um espelho de nós mesmos fazendo escolhas em algum outro caminho. E ela é elo, é o elo que me faz sorrir e dizer: Não foi apenas aqui que eu errei, e em algum lugar deste vasto universo, eu acertei.

Afinal, um tigre nunca muda suas listras!

2 comentários:

  1. Muito bem elaborado e a viagem que o texto nos coloca é sensacional. Continue este escrevendo, esse é somente o começo do blog meu amigo!

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  2. uhul querido, amei! sua colocação na pultima frase foi simplesmente perfeita! continue escrevendo, amigo escritor! sucesso! (:

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